Congregação dos Filhos
da Sagrada Família

Congregação dos Filhos da Sagrada Família

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Se você for um jovem decidido e deseja contribuir para mudar a situação atual das famílias dedicando sua vida à serviço do próximo, então você é a classe de jovem que a Igreja necessita.

 

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Venha! Jesus precisa de você para seguí-Lo e juntos transformar cada família em um novo NAZARÉ.

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Sobre Vocação e Loteria

Pe. Edvanio, SF

 

Vocação para muitos pode ser sinônimo de loteria. “Aquilo que aleatoriamente me tocar”.  Mas, já digo de antemão: não é! A palavra vocação vem do latim vocare que quer dizer chamado. Diz respeito ao desejo de Deus para a nossa vida. Cada um de nós é chamado por Deus para concretizar um projeto de vida, por meio de uma vocação específica ou, de um estado de vida. Ou seja, assumir de maneira particular sua missão enquanto cristão no mundo.

 

Toda vocação específica implica três aspectos: pessoal, comunitário e espiritual. Pessoal porque é sempre um convite à felicidade, à realização. Deus não nos quer ver infelizes. Comunitário, porque é sempre um comprometer-se com o outro, por meio do serviço àqueles que mais necessitam. E, por último, o aspecto mais relevante que é justamente o serviço a Deus. Nela poderemos estar em maior comunhão com o Criador. Desse modo, antes de decidir sobre “qual é a minha vocação” deve-se discernir muito bem esse chamado, pois pode ocorrer de que se esteja atingindo somente algum destes aspectos. Eles devem estar inter-relacionados e nunca separados.

 

E quais são estas vocações? A Igreja fala de quatro grandes vocações: Matrimonial, sacerdotal, religiosa e leiga. A vocação matrimonial é a mais comum entre todas as vocações. Nela, homem e mulher deixam seus pais e se unem em matrimônio para viver com intensidade a vida como família, educando os filhos, em palavra e exemplo, na fé cristã.

 

A vocação sacerdotal é a mais conhecida das vocações, sendo inclusive confundida como sendo a única vocação. Nela alguns homens são escolhidos por Deus do meio do povo para serem pastores e guias, levando o rebanho do Senhor pelos caminhos da fé. Sua tarefa é continuar a missão de Jesus Cristo, o único e eterno sacerdote. Sendo mediador entre Deus e os homens, sendo representante de Deus junto ao povo e do povo junto de Deus.

 

Na vocação religiosa, homens e mulheres se sentem tocados pelo Senhor para assumirem uma vida de maior entrega por meio da consagração religiosa pelos votos de pobreza, castidade e obediência. Vivendo em comunidade em alguns dos diversos Institutos Religiosos. Cada um destes Institutos desenvolve trabalhos em diversos setores da Igreja por meios dos respectivos carismas.

 

Por fim, a vocação leiga que, embora no passado não fosse reconhecida como tal, sempre teve um grande peso, por ser a base da Igreja. Hoje, no entanto há uma conscientização a respeito do valor desta vocação. Ela tem ganhando cada vez mais espaço dentro da Igreja, sendo responsável por muitos serviços. Na vocação leiga homens e mulheres, solteiros ou casados são convocados pelo Senhor para participarem de forma plena nas diversas atividades por meio dos grupos, movimentos e pastorais no seio da Igreja.

 

Como podemos ver, vocação e loteria não tem nada a ver. Na loteria as respostas saem ao azar, aleatoriamente. Poucos ganham. Uns serão felizes por serem contemplados, outros (a maioria) tem que se contentar com a perda. Na vocação a coisa é bem distinta. Todos ganham, já que todos são chamados, assim como Cristo chamou os apóstolos naquele tempo e no decorrer da história. Ele chama eu, chama você...

 

Então você pode me perguntar, mas como ele chama? Por meio de sinais que são manifestos de diversas formas: numa celebração, pregação, por um amigo, pela minha família, pela leitura da Palavra de Deus, pela direção espiritual, meditação, contemplação... Entre muitas outras formas. Cada um tem uma história vocacional distinta. Não importa como Deus chama, importa sim como eu respondo.

 

Qual é a sua vocação?