O Fundador
A vida de São José Manyanet
Igreja Paroquial de Tremp.

Virgem de Vall de Flors, padroeira de Tremp, a qual a mãe de Manyanet o consagrou quando ele tinha apenas cinco anos de idade.
José Joaquim Manyanet y Vives nasceu no dia 7 de janeiro de 1883, em Tremp (Lleida, Espanha), no seio de uma família numerosa e cristã. Foi batizado no mesmo dia e, com 5 anos foi oferecido por sua mãe à Virgem de Valldeflors, padroeira da cidade. Fez os estudos primários na escola pública de Tremp e os secundários na Escola Pia de Barbastro, como aluno brilhante. E, decidido a ser sacerdote, cursou os estudos de Filosofia e Teologia nos seminários diocesanos de Lleida e Urgell, respectivamente trabalhando também como preceptor numa família leridiana e como familiar do bispo no palácio episcopal de Urgell. Foi ordenado sacerdote no dia 09 de abril de 1859.
Passados seis anos de intenso trabalho na diocese de Urgell, na qualidade de mordomo ou administrador de bens, bibliotecário do seminário, vice-secretário de câmara e secretário de visita pastoral, se sentiu chamado por Deus para ser religioso e fundar duas congregações religiosas.

Colégio São José de Tremp, foi a primeira obra fundada por Manyanet.
Contando com a aprovação do bispo, em 1864, fundou os Filhos da Sagrada Família de Jesus, Maria e José, e em 1874, as Missionárias Filhas da Sagrada Família de Nazaré, com a missão de imitar, honrar e propagar o culto da Sagrada Família de Nazaré e procurar a formação cristã das famílias, principalmente por meio da educação e instrução católica da infância e da juventude e no ministério sacerdotal. No dia 02 de fevereiro de 1870 fez a profissão religiosa e recebeu a dos primeiros companheiros.
Faleceu em Barcelona em 1901 e seus restos mortais descansam, desde o ano de 1929, na capela da igreja paroquial do colégio Jesus, Maria e José da mesma cidade.
Depois de um longo processo eclesiástico:
· 1931-33: Processo Informativo diocesano;
· 1951: Decreto de ortodoxia;
· 1956: Decreto de Introdução da Causa;
· 1958: O processo Apostólico;
· 1967: Decreto de Validez de todos os processos;
· 1982: Decreto sobre o heroísmo das suas virtudes;
· 1984: Beatificação;
· 1995: Começo do Processo diocesano em Medellín, para a apuração do 2º milagre;
Cartas
São José Manyanet escreveu também muitas cartas e outros livros para propagar a devoção da Família de Jesus, Maria e José, para a formação dos religiosos e religiosas, das famílias e das crianças, e para a direção dos colégios e escolas-oficinas. Sobressai “A escola de Nazaré e Casa da Sagrada Família” (Barcelona, 1895), sua autobiografia espiritual, na qual, mediante uns diálogos de uma alma, personificada em Desidéria, com Jesus, Maria e José, descreve todo um processo de perfeição cristã e religiosa inspirada na espiritualidade da casa e escola de Nazaré.
Também “Preciosa Jóia de Família” (Barcelona 1899), um guia para os matrimônios e famílias, que lhes recorda a dignidade do matrimônio como vocação e a importante tarefa de educação cristã dos filhos. “A paternidade, afirma em clara referência à família como igreja doméstica, é como o sacerdócio; e assim como é próprio do sacerdote exortar, predicar e rogar, do mesmo modo os pais de família dentro de sua casa devem ser cuidadosos, vigilantes e constantes, e também prudentes predicadores”. A terceira parte desta obra contém uma série de orações, devoções e cânticos para a vida cristã da família.
Para a formação dos religiosos escreveu um livro de meditações intitulado “O espírito da Sagrada Família”, onde descreve a identidade da vocação e missão das religiosas e religiosos Filhos da Sagrada Família, na sociedade e na Igreja.
Existe uma edição de suas obras “Obras Seletas” (Madrid) e está em fase de impressão os volumes de sua Obra Completa, que, sem dúvida, lhe situa entre os autores eclesiásticos catalãs mais importantes de sua época.
Canonização

Foto do dia 16 de maio de 2004 quando Manyanet foi canonizado com outros cinco santos.
A fama de sua santidade que lhe distinguiu em sua vida, se estendeu por muitas partes. Introduzida a Causa de Canonização em 1956, reconhecida a proeza de suas virtudes em 1982, e aprovado um milagre devido a sua intercessão, foi declarado Beato por João Paulo II em 1984. E com o reconhecimento de um novo milagre por sua intercessão, foi canonizado também pelo Papa João Paulo II no dia 16 de maio de 2004.
São José Manyanet cifrou toda a sua espiritualidade pessoal e todo empenho apostólico na contemplação e projeção do mistério salvador que Deus firmou na Família de Jesus com Maria e José em Nazaré. Ali descobriu o lar para seu crescimento pessoal como Filho da Sagrada Família, a escola para converter-se no testemunho pela experiência espiritual com Eles, e na mensagem de seu apostolado em favor das famílias.
A santidade de São José Manyanet, como afirmou João Paulo II, tem sua origem na Sagrada Família. Foi chamado por Deus “para que em seu nome sejam abençoadas todas as famílias do mundo”. O Espírito forjou sua personalidade para que fosse na Igreja testemunho do mistério da salvação realizado no seio da Família de Nazaré e lhe enviou como mensageiro do “Evangelho da Família”. Sua grande aspiração era que “todas as famílias imitem e bendigam a Sagrada Família de Nazaré”, por isso, quis fazer um Nazaré em cada lar, uma “Santa Família” de cada família.
Na vida de São José Manyanet tudo caminha para Nazaré. Ele penetrou neste mistério com uma tripla perspectiva: como inspirador de sua santidade pessoal, como modelo da comunidade religiosa e como protótipo de todas as famílias cristãs.
A Canonização de São José Manyanet sanciona agora não só a santidade, mas também a atualidade de sua mensagem nazarena familiar. É, pois, o profeta da família, o protetor de nossas famílias.
SÃO JOSÉ MANYANET
ROGAI POR NÓS!